domingo, 20 de julho de 2008
a little walk
Ó ponta oceânica te abandono,
sentindo-te e levando-te
não obstante a distância
e o desapego
Abres-me as portas do armário
com portas ainda maiores que tu
nesse sonho indefinido
do périplo repetido
Centro-me no cerne;
Viagem intensa,
bonita,
desconhecida!!
Teu nome empurra-me com largão
fico fora,
atordoado e levado
para o sonho indefinido (repetido)
Poderia prosseguir;
o incomensurável prossegue
ele próprio,
como tu, Europa.
Dou-te finalmente a conhecer
a quem também espera
o sonho indefinido (repetido também)
Dá-me.
Dá-me isso
isso e aquilo
Mais aquilo acolá
Perto como o mar do rio
longe como o fruto do teu pomar
rondar-te atento
e te abraçar.
Aqui fica pairando o alerta e o desejo
pelo nada
pelo tudo
Ah Campos, o sonho indefinido!!
sentindo-te e levando-te
não obstante a distância
e o desapego
Abres-me as portas do armário
com portas ainda maiores que tu
nesse sonho indefinido
do périplo repetido
Centro-me no cerne;
Viagem intensa,
bonita,
desconhecida!!
Teu nome empurra-me com largão
fico fora,
atordoado e levado
para o sonho indefinido (repetido)
Poderia prosseguir;
o incomensurável prossegue
ele próprio,
como tu, Europa.
Dou-te finalmente a conhecer
a quem também espera
o sonho indefinido (repetido também)
Dá-me.
Dá-me isso
isso e aquilo
Mais aquilo acolá
Perto como o mar do rio
longe como o fruto do teu pomar
rondar-te atento
e te abraçar.
Aqui fica pairando o alerta e o desejo
pelo nada
pelo tudo
Ah Campos, o sonho indefinido!!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Redefinição de sociedade (precisa-se)
Nos dias que correm, é difícil discutir o modelo de sociedade em que vivemos, ou mesmo até mencionar esse tópico numa conversa, já que se corre o risco de se ser imediatamente rotulado de miúdo, ou imaturo, ou de "tu-que-ainda-tens-muito-que-aprender", já que esta ideia de inconformismo ficou (não sei quando nem como) intrinsecamente ligada à imaturidade, à adolescência.
A dúvida levanta-se, portanto. Será que é de facto uma característica da maioria dos jovens e um sinal de infantildade e inexperiência esta falta de enquadramento e de adaptação à sociedade? Ou será que, por outro lado, a população entendida como adulta se tornou (devido às constantes facadas nos valores humanitários de cada um de que todos somos vítimas quase todos os dias) demasiado cega ou demasiado ocupada/desinteressada nas questões mais básicas que se prendem à construção da sociedade em que vivemos?
Para responder a esta questão - que pessoalmente me tem atormentado nos últimos anos- tenho procurado analisar a situação duma maneira um pouco diferente do habitual.
Acredito que para muitos poderá ser a ideia mais idiota de sempre, mas a mim ajuda-me, não sei que vos faça.
Deixemo-nos então de rodeios. A Analogia da Tribo (assim lhe chamei) consiste em pegar numa situação dos dias de hoje e tentar exprimi-la em termos mais primitivos, como se a sociedade em que hoje vivemos se tratasse duma pequena tribo, constituída por poucas dezenas de habitantes.
Por exemplo, uma questão que me intriga é a questão da prisão. Acho interessante o facto de haver um consenso em relação ao que se deve fazer com pessoas que prejudicam de alguma maneira algum membro da sociedade ou a sociedade em geral. Mas de onde é que isto veio? A prisão representa a falta de capacidade/paciência do Homem para lidar com alguém deste género. "Fez asneira? Então fechem-no num sítio onde ele não possa chatear mais ninguém!", diria o chefe de uma tribo.
Muito raramente ocorre reabilitação destas pessoas, pelo que é claro que o sistema de fechar alguém não funciona, tanto para a sociedade como para o prisioneiro. A falha deste sistema é muitas vezes visível, e é por isso que lhe chamam "Revolving Door", ou seja, quem sai acaba sempre por entrar outra vez, e depois sair, e assim sucessivamente.
Viver em comunidade é mais difícil do que aparenta ser, e muitas vezes incomoda-me o facto de as pessoas não pensarem porque é que vivem em sociedade, optando por mistificar e bestializar o "sistema", esquecendo-se que -em teoria pelo menos- todos nós constituímos um bocadinho do sistema, e juntos formamos a máquina perfeita, se nos empenharmos e formos inspirados (já faltava um líder que realmente tivesse algum ponto de vista...!).
Mas já estou a divagar, portanto quero só deixar aqui a explicação da Analogia da Tribo, esperando que se não ajudar nos conflitos existenciais de cada um, pelo menos que dê algumas ideias para que cada um possa formar o seu próprio método para analisar a sociedade de que faz parte.
Quanto à questão que coloquei no início deste texto, julgo não ser capaz de fornecer uma resposta universal, pelo que me fico por uma mera opinião pessoal: creio que com a confusão e o caos de hoje em dia, e à medida que o tempo passa, as pessoas vão-se esquecendo de reflectir sobre algumas das questões mais básicas que referi anteriormente, e consequentemente os tempos em que reflectiam tornam-se distantes, memória essa que associam à sua idade pré-confusão/caos, e juntam estes dois conceitos erradamente.
Juventude, eu acredito em vocês, não desistam!
"O País é a máquina e vocês a energia...",
Fuse, in Prémio Nobel
A dúvida levanta-se, portanto. Será que é de facto uma característica da maioria dos jovens e um sinal de infantildade e inexperiência esta falta de enquadramento e de adaptação à sociedade? Ou será que, por outro lado, a população entendida como adulta se tornou (devido às constantes facadas nos valores humanitários de cada um de que todos somos vítimas quase todos os dias) demasiado cega ou demasiado ocupada/desinteressada nas questões mais básicas que se prendem à construção da sociedade em que vivemos?
Para responder a esta questão - que pessoalmente me tem atormentado nos últimos anos- tenho procurado analisar a situação duma maneira um pouco diferente do habitual.
Acredito que para muitos poderá ser a ideia mais idiota de sempre, mas a mim ajuda-me, não sei que vos faça.
Deixemo-nos então de rodeios. A Analogia da Tribo (assim lhe chamei) consiste em pegar numa situação dos dias de hoje e tentar exprimi-la em termos mais primitivos, como se a sociedade em que hoje vivemos se tratasse duma pequena tribo, constituída por poucas dezenas de habitantes.
Por exemplo, uma questão que me intriga é a questão da prisão. Acho interessante o facto de haver um consenso em relação ao que se deve fazer com pessoas que prejudicam de alguma maneira algum membro da sociedade ou a sociedade em geral. Mas de onde é que isto veio? A prisão representa a falta de capacidade/paciência do Homem para lidar com alguém deste género. "Fez asneira? Então fechem-no num sítio onde ele não possa chatear mais ninguém!", diria o chefe de uma tribo.
Muito raramente ocorre reabilitação destas pessoas, pelo que é claro que o sistema de fechar alguém não funciona, tanto para a sociedade como para o prisioneiro. A falha deste sistema é muitas vezes visível, e é por isso que lhe chamam "Revolving Door", ou seja, quem sai acaba sempre por entrar outra vez, e depois sair, e assim sucessivamente.
Viver em comunidade é mais difícil do que aparenta ser, e muitas vezes incomoda-me o facto de as pessoas não pensarem porque é que vivem em sociedade, optando por mistificar e bestializar o "sistema", esquecendo-se que -em teoria pelo menos- todos nós constituímos um bocadinho do sistema, e juntos formamos a máquina perfeita, se nos empenharmos e formos inspirados (já faltava um líder que realmente tivesse algum ponto de vista...!).
Mas já estou a divagar, portanto quero só deixar aqui a explicação da Analogia da Tribo, esperando que se não ajudar nos conflitos existenciais de cada um, pelo menos que dê algumas ideias para que cada um possa formar o seu próprio método para analisar a sociedade de que faz parte.
Quanto à questão que coloquei no início deste texto, julgo não ser capaz de fornecer uma resposta universal, pelo que me fico por uma mera opinião pessoal: creio que com a confusão e o caos de hoje em dia, e à medida que o tempo passa, as pessoas vão-se esquecendo de reflectir sobre algumas das questões mais básicas que referi anteriormente, e consequentemente os tempos em que reflectiam tornam-se distantes, memória essa que associam à sua idade pré-confusão/caos, e juntam estes dois conceitos erradamente.
Juventude, eu acredito em vocês, não desistam!
"O País é a máquina e vocês a energia...",
Fuse, in Prémio Nobel
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Aviso a todos os europeus
Avisa-se toda a população europeia de uma possível destruição das principais cidades de metade dos países deste continente.
Prevê-se que a série de constantes desgraças pessoais, perda de noção de espaço e a descoberta de novas personalidades dentro de cada um se dará dentro de poucas semanas.
Avisa-se também que tudo isto será inevitável, e que não há nada que ninguém possa fazer para nos parar.
A ofensiva dar-se-á inicialmente por meios aéreos, transpondo depois as vítimas das monstruosidades supra-referidas para um transporte terreno de alta velocidade.
ACAUTELEM-SE, POIS O INÍCIO ESTÁ PERTO!
"Belos dias na Europa, o bilhete é só de ida, só de ida, ida..."
Prevê-se que a série de constantes desgraças pessoais, perda de noção de espaço e a descoberta de novas personalidades dentro de cada um se dará dentro de poucas semanas.
Avisa-se também que tudo isto será inevitável, e que não há nada que ninguém possa fazer para nos parar.
A ofensiva dar-se-á inicialmente por meios aéreos, transpondo depois as vítimas das monstruosidades supra-referidas para um transporte terreno de alta velocidade.
ACAUTELEM-SE, POIS O INÍCIO ESTÁ PERTO!
"Belos dias na Europa, o bilhete é só de ida, só de ida, ida..."
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