Não notam que por vezes surgem profissões como que do nada, sem se perceber bem a origem ou a forma com a qual se afirmou, rapidamente se tornam actividades profissionais bem sucedidas? Homens, mulheres, jovens, mais velhos(as), que, agarradas a um perfeito desconhecido ofício saltam para a ribalta dos casos de sucesso? Eles são arquitecto paisagísticos, eles são decoradores de interiores, decoradores apenas, gestores hoteleiros, restauradores, relações públicas.. indíviduos-fantasmas; cometas; pára-quedistas; saltitantes; malucos..
Quem são eles então?
O que fazem?
Une-os, na minha opinião, a facilidade com que os dados, desconhecidos, jogaram a seu favor, num momento propício e conjunturalmente positivo. Leva-me a questionar sobre possíveis outros enredos profissionais. A wikipédia é um poderoso enredo ou não? Quem são os homens, mulheres, jovens, mais velhos(as) por tás das mil e uma definições, conceitos e significados que por aí andam no universo virtual? Uma visita à propria wikipédia permite-me concluír que o rapper português Valete (desculpem-me os não apreciadores de hip hop pela insistência) não possuí ficheiro na wiki, isto é, não dispõe de uma definição, um conceito, significado associado a si. A forma de o ter? Contribuir o utilizador. Tal e qual, o utilizador tem como hipótese criar ele um conceito ou definição para tapar a "falha" do sistema e assim todos os outros, em visitas posteriores ao ficheiro de Valete, encontrarem a informação procurada. Muitos os fazem.
Ah lindo, puro altruísmo este da dinâmica colectiva do mundo web!!
Pois é. Mas não terá este sentido comunitário os dias contados? O Homem não costuma perdoar nestes assuntos. É implacável. Quais não foram as coisas, objectos, acções, materiais, ideias até, que o Homem não acabou por, uma por uma, restringir, guardar para si, esconder, trocar, comercializar? Fê-lo com os primeiros alimentos, com os primeiros excedentes conseguidos, com as riquezas ainda de valor inestimável que tinha já em mãos ou ainda com todas as situações que serenamente funcionavam em perfeito equilíbrio até que o olhar cobiçador do Homem viu a hipótese de alterar esse equilíbrio, aplicando-lhe interesses ou caprichos muito próprios. Será isso o Poder?
Mas tudo isto para dizer então que auguro, a breve/médio prazo a chegada de numa nova super e desconhecida actividade profissional. Meus Srs e Minhas Sras, preparem-se.. resignem-se com a emancipação pomposa do Vendedor/Técnico de Definições para Wikipédia! Frequentador assíduo da rede e de pesquisas na wikipédia igualmente e saturado pela ausência crónica de referências a certas pesquisas realizadas, decide mandar, da sua confortável cadeira de escritório ladeada por umas plantas e folhas verdes, um email para os responsáveis pela enciclopédia web mais famosa do planeta a sugerir a "troca profícua de serviços comerciais". Simples. Pela redacção de ficheiros em falta pediam em troca uma justa remuneração. A situação poderia dar a aso a verdadeiras questões laborais: o Vendedor/Técnico de Definições para Wikipédia (!) poderia vir a exigir um valor excepcionalmente superior ao estabelecido pela elaboração das definições mais procuradas no "mercado" (ah, engraçado como surgem os "conceitos"!) e até então sem ficheiro associado; a divisão do trabalho taylorista poderia partir dos próprios técnicos que sugeririam a existência de "departamentos" por música, cinema, personalidades, desporto, etc.
Ora a este impulso ambicioso responderia inexoravelmente a cumplicidade de interesse do outro lado. Da Wikipédia. Os seus responsáveis rapidamente iriam concordar nas vantagens potenciadas por um acordo daquele género. Uma base de dados possível de se multiplicar por 10 ou 20 vezes actualizada e renovada permanentemente em tempo real, com uma "produtividade" (economia cá está ela) gigantesca e qualificada. Seria pois altura de recolher patrocínios, apoios, mecenas e outros que finaciassem o processo. A venda de publicidade ou as relações que poderia estabelecer institucionalmente fariam dela um verdadeiro negócio da China.
Com o progresso em marcha, rapidamente a imagem do Vendedor/Técnico de Definições para Wikipédia bem sucedido, dinâmico e confortável ganharia contornos bem reais. Aí estava ele. Iriam-se-lhe associar roupas, marcas de roupas, estilos de vida, atitudes, actos,..
Afinal a ideia do "aparecer do nada" parece ter mais do que se lhe diga.
sábado, 21 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
Underground ou talvez um pouco mais
O que é underground? O que é uma cultura "underground"? O que é um estilo, uma vertente, uma vanguarda "underground"?
Traduzido à letra, o conceito, assim lhe podemos chamar, significa "debaixo da terra", o que já de si sugere algo isolado, recôndito. Alargando a análise ao meio urbano contemporâneo tão de si agitado e confuso, o conceito ganha nova vida: representará o Metro londrino para os mais cosmopolitas e, sendo aqui que eu quero chegar, representa uma arte, um estilo diferentes, coesos, restritos e pouco visíveis aos grandes meios de comunicação, sobretudo aos dotados de grande predominância no que à orientação multimédia/audiovisual comercial diz respeito.
Ora num mundo de hoje em que a palavra globalização é utilizada de uma forma tão intensa (chegando-nos a sugerir que de facto é bem aplicada), quantos não são aqueles que se insurgem contra a massificação e vulgarização na música, na literatura, no cinema ou nas mais variadas artes plásticas?
O comercial ataca!!
Não poderia ser este o grito do Ipiranga por parte de um qualquer grupo, tendência, estilo, movimento artístico/cultural/social?
A tónica desta minha dissertação coloca-se pois no que me atormenta neste processo de contestação/emancipação/subversão, como lhe quiserem chamar. Isto é, até que ponto uma cultura, um movimento é underground? E quando é que o deixa de ser? E como se avalia, mede ou quantifica essa alteração do estado das coisas? Imaginemos no panorama musical. Será pelo número de exemplares vendidos no mercado? Os Doors são das bandas que mais já terão vendido neste mundo e, ouvidos por muita ou pouca gente, por pessoa do género x ou pessoa do género y, manterão sempre a sua essência, o seu vibe, a sua atitude, o seu carisma e, mais do que tudo isto somado, uma aura que nem nós, ouvintes, ou eles próprios sabem o que é e que nos liga a um estado de espírito, a uma forma de estar. Uma posição especificíssima, diferente de qualquer outra banda (o vice-versa também se aplica) que faz com que, de cada vez que ouçamos o Jim a puxar pelas goelas, sintamos algo que só nós sentimos e que não tem qualquer repercussão noutro artista em todo o mundo. Permite-nos ainda situar numa altura, numa atitude, num conceito e em tudo o mais que a nossa dopamina quiser/puder produzir. Citei os Doors pelo manto metafísico que os envolve, dado que nem é das bandas que mais aprecio. Todavia acabei por entrar por num campo que não desejava e que torna mais complicada este escrito: a diferença entre genialidade (de um grupo, movimento ou estilo) e a genuidade, o status undergrounds ou não deles (grupos, estilos, etc) mesmo.
Voltando então ao que me interessa, a genuidade, vou fazê-lo expondo aquilo que uma observação constante (boa qualidade, esta) das coisas me despertou: para uma cultura, arte ou estilo ser underground terá inexoralmente que ser e permanecer como algo fechado, isolado e de difícil acesso. Os seus principais veículos, e aqui falo das pessoas em si (artistas, cantores, líderes) terão que ser sempre "radicais", extremistas, fechados (não ao mundo mas à cultura que dinamizam). Senão vejamos: de cada vez que alguém muda (a mudança aqui não implica inovação) o status de uma cultura, retirando-lhe o cariz alternativo e vulgarizando-o, rapidamente é rotulado de "comercial", "pop", "mainstream". E por quem é colado este rótulo? Pelos que fazem parte da velha guarda. E quem são os da velha guarda? Os que estão na cena há muito tempo, e que muitas das vezes se insurgem contra os que não os ouvem ou desprezem. Contradição? Talvez. É um fenómeno muito mais complexo do que parece à primeira vista.
É evidente que posso ser acusado de de estar a ignorar muitas outras questões: uma cultura pode nunca perder a sua veia alternativa não obstante a sua exploração e massificação por certos indivíduos; os termos "radicais" ou "extremistas" talvez sejam exagerados; há sempre a possibilidade de se estabelecer um equilíbrio profícuo entre mainstream e old school (até porque existem casos disso mesmo). Ok, tudo isto é verdade, mas o que mais me interessa é clarificar o facto de que uma cultura ou corrente só permanecerá underground, oldschool, alternativa, como preferirem, enquanto, quando e se os seus fundadores/activistas/líderes lhe continuarem a dar um forte cunho pessoal, fechado e de unidade.
Pensemos na cultura Hip-Hop (a escolha não é ao acaso, já veremos porquê). Aprecio muito (português, inglês, angolano, francês, americano, brasileiro), ouço também há muito tempo e sigo os que mais gosto, procurando ao mesmo tempo descobrir e redescobrir novas ou velhas relíquias. Ora o meio hip hop é o caso paradigmático da realidade conflituosa entre mainstream e old school. Centremo-nos na cena tuga. Quantos não são aqueles que se revoltam contra os chamados "fakes"? Acusam-os de falta de carisma, de deturparem a escola do rap, de se venderam às editoras, de produzirem o que os padrões de mercado definem, por aí fora.. Mas o interessante aqui é ver como certos 'reals' acabam por caírem na malha comercial e depois serem criticados pelos que antes estavam do seu lado, não se percebendo então em que ponto estão. O rapper e produtor Boss AC é exemplo. Presente nas compilações do Rapública (1995) e com maquetes amadoras que o elevaram ao estatuto de grande nome da cena rap portuguesa, é com o lançamento do CD Ritmo, Amor e Poesia que se dá a conhecer ao país, saltando para os palcos, festivais, televisões, telenovelas,..
E hoje? É com ele que os ditos oldschool gravam novos ep's? Não. É ele que aparece nas capas da Hip-Hop Nation? É ele a referência dos novatos do meios mais desfavorecidos da cada vez mais periférica cidade lisboeta? Creio que não. É evidente que é e será sempre um símbolo do Hip-Hop nacional mas não terá perdido o carisma subversivo que antes detinha? O que se passou então? Talvez Boss AC não seja "radical" ou "extremista" e por isso, para ele, não haja qualquer impedimento em produzir coisas diferentes. Isso é criticável? É e não é. É do ponto de vista que como que abandonou a vertente e o estilo que o projectou. Não é, na medida em que simplesmente dinamizou uma cultura, expandindo-a e fazendo-a lucrar, o que nos leva já para questões do foro sociológico do tipo "Uma coisa é boa porque vende?/ Eu gosto de coisas que só eu e os meus oiçam ou que seja ouvido pelo vizinho do lado?". No nosso país esta situação é mais difícil de mostrar dada a pequenez do meio mas se saltarmos até aos EUA, pátria do hip-hop, rapidamente nos apercebemos da complexidade e efemeridade dos que são ou se dizem oldschool.
Talvez este texto paute pela confusão, dado que, agora me apercebo, talvez o mais complicado de definifir seja o conceito à volta do qual tanto deambulei: oldschool, underground, roots. Ora numa pesquisa rápida obtemos: "Underground, A cultura underground também pode ser chamada de contracultura". Apenas isto. Quando clicamos em contra-cultura, somos levados para um campo diferente relacionado com a contestação de valores sociais iniciada na década de 60 e por isso afastada do que para aqui desejamos. A conclusão é simples: nem o termo está bem definido.
Será esta indefinição, este desconhecimento concreto a base de todo o conflito entre o que é novo, que se expande, que mais vende e o que é a raíz de algo, a genuidade, a "escola"?
Traduzido à letra, o conceito, assim lhe podemos chamar, significa "debaixo da terra", o que já de si sugere algo isolado, recôndito. Alargando a análise ao meio urbano contemporâneo tão de si agitado e confuso, o conceito ganha nova vida: representará o Metro londrino para os mais cosmopolitas e, sendo aqui que eu quero chegar, representa uma arte, um estilo diferentes, coesos, restritos e pouco visíveis aos grandes meios de comunicação, sobretudo aos dotados de grande predominância no que à orientação multimédia/audiovisual comercial diz respeito.
Ora num mundo de hoje em que a palavra globalização é utilizada de uma forma tão intensa (chegando-nos a sugerir que de facto é bem aplicada), quantos não são aqueles que se insurgem contra a massificação e vulgarização na música, na literatura, no cinema ou nas mais variadas artes plásticas?
O comercial ataca!!
Não poderia ser este o grito do Ipiranga por parte de um qualquer grupo, tendência, estilo, movimento artístico/cultural/social?
A tónica desta minha dissertação coloca-se pois no que me atormenta neste processo de contestação/emancipação/subversão, como lhe quiserem chamar. Isto é, até que ponto uma cultura, um movimento é underground? E quando é que o deixa de ser? E como se avalia, mede ou quantifica essa alteração do estado das coisas? Imaginemos no panorama musical. Será pelo número de exemplares vendidos no mercado? Os Doors são das bandas que mais já terão vendido neste mundo e, ouvidos por muita ou pouca gente, por pessoa do género x ou pessoa do género y, manterão sempre a sua essência, o seu vibe, a sua atitude, o seu carisma e, mais do que tudo isto somado, uma aura que nem nós, ouvintes, ou eles próprios sabem o que é e que nos liga a um estado de espírito, a uma forma de estar. Uma posição especificíssima, diferente de qualquer outra banda (o vice-versa também se aplica) que faz com que, de cada vez que ouçamos o Jim a puxar pelas goelas, sintamos algo que só nós sentimos e que não tem qualquer repercussão noutro artista em todo o mundo. Permite-nos ainda situar numa altura, numa atitude, num conceito e em tudo o mais que a nossa dopamina quiser/puder produzir. Citei os Doors pelo manto metafísico que os envolve, dado que nem é das bandas que mais aprecio. Todavia acabei por entrar por num campo que não desejava e que torna mais complicada este escrito: a diferença entre genialidade (de um grupo, movimento ou estilo) e a genuidade, o status undergrounds ou não deles (grupos, estilos, etc) mesmo.
Voltando então ao que me interessa, a genuidade, vou fazê-lo expondo aquilo que uma observação constante (boa qualidade, esta) das coisas me despertou: para uma cultura, arte ou estilo ser underground terá inexoralmente que ser e permanecer como algo fechado, isolado e de difícil acesso. Os seus principais veículos, e aqui falo das pessoas em si (artistas, cantores, líderes) terão que ser sempre "radicais", extremistas, fechados (não ao mundo mas à cultura que dinamizam). Senão vejamos: de cada vez que alguém muda (a mudança aqui não implica inovação) o status de uma cultura, retirando-lhe o cariz alternativo e vulgarizando-o, rapidamente é rotulado de "comercial", "pop", "mainstream". E por quem é colado este rótulo? Pelos que fazem parte da velha guarda. E quem são os da velha guarda? Os que estão na cena há muito tempo, e que muitas das vezes se insurgem contra os que não os ouvem ou desprezem. Contradição? Talvez. É um fenómeno muito mais complexo do que parece à primeira vista.
É evidente que posso ser acusado de de estar a ignorar muitas outras questões: uma cultura pode nunca perder a sua veia alternativa não obstante a sua exploração e massificação por certos indivíduos; os termos "radicais" ou "extremistas" talvez sejam exagerados; há sempre a possibilidade de se estabelecer um equilíbrio profícuo entre mainstream e old school (até porque existem casos disso mesmo). Ok, tudo isto é verdade, mas o que mais me interessa é clarificar o facto de que uma cultura ou corrente só permanecerá underground, oldschool, alternativa, como preferirem, enquanto, quando e se os seus fundadores/activistas/líderes lhe continuarem a dar um forte cunho pessoal, fechado e de unidade.
Pensemos na cultura Hip-Hop (a escolha não é ao acaso, já veremos porquê). Aprecio muito (português, inglês, angolano, francês, americano, brasileiro), ouço também há muito tempo e sigo os que mais gosto, procurando ao mesmo tempo descobrir e redescobrir novas ou velhas relíquias. Ora o meio hip hop é o caso paradigmático da realidade conflituosa entre mainstream e old school. Centremo-nos na cena tuga. Quantos não são aqueles que se revoltam contra os chamados "fakes"? Acusam-os de falta de carisma, de deturparem a escola do rap, de se venderam às editoras, de produzirem o que os padrões de mercado definem, por aí fora.. Mas o interessante aqui é ver como certos 'reals' acabam por caírem na malha comercial e depois serem criticados pelos que antes estavam do seu lado, não se percebendo então em que ponto estão. O rapper e produtor Boss AC é exemplo. Presente nas compilações do Rapública (1995) e com maquetes amadoras que o elevaram ao estatuto de grande nome da cena rap portuguesa, é com o lançamento do CD Ritmo, Amor e Poesia que se dá a conhecer ao país, saltando para os palcos, festivais, televisões, telenovelas,..
E hoje? É com ele que os ditos oldschool gravam novos ep's? Não. É ele que aparece nas capas da Hip-Hop Nation? É ele a referência dos novatos do meios mais desfavorecidos da cada vez mais periférica cidade lisboeta? Creio que não. É evidente que é e será sempre um símbolo do Hip-Hop nacional mas não terá perdido o carisma subversivo que antes detinha? O que se passou então? Talvez Boss AC não seja "radical" ou "extremista" e por isso, para ele, não haja qualquer impedimento em produzir coisas diferentes. Isso é criticável? É e não é. É do ponto de vista que como que abandonou a vertente e o estilo que o projectou. Não é, na medida em que simplesmente dinamizou uma cultura, expandindo-a e fazendo-a lucrar, o que nos leva já para questões do foro sociológico do tipo "Uma coisa é boa porque vende?/ Eu gosto de coisas que só eu e os meus oiçam ou que seja ouvido pelo vizinho do lado?". No nosso país esta situação é mais difícil de mostrar dada a pequenez do meio mas se saltarmos até aos EUA, pátria do hip-hop, rapidamente nos apercebemos da complexidade e efemeridade dos que são ou se dizem oldschool.
Talvez este texto paute pela confusão, dado que, agora me apercebo, talvez o mais complicado de definifir seja o conceito à volta do qual tanto deambulei: oldschool, underground, roots. Ora numa pesquisa rápida obtemos: "Underground, A cultura underground também pode ser chamada de contracultura". Apenas isto. Quando clicamos em contra-cultura, somos levados para um campo diferente relacionado com a contestação de valores sociais iniciada na década de 60 e por isso afastada do que para aqui desejamos. A conclusão é simples: nem o termo está bem definido.
Será esta indefinição, este desconhecimento concreto a base de todo o conflito entre o que é novo, que se expande, que mais vende e o que é a raíz de algo, a genuidade, a "escola"?
domingo, 15 de junho de 2008
Realidade Urbana
Realidade urbana, um gajo sai à rua segue o seu caminho mas é difícil ficar indiferente ao que nos rodeia, vivemos num género de trance constante que cria uma barreira para tudo aquilo que não queremos ver e realmente é confortável, mas até quando? Os sinais estão por todo lado e brevemente passarão a sintomas que finalmente desenvolverão para a doença que provavelmente será a cura. A doença neste caso é a diferença, a saída deste automatismo de autómatos que nos faz querer que realmente a generalidade das opiniões detêm a resposta certa, o tão bem implementado senso comum que sem nos apercebermos se reflecte nas nossas palavras e actos, e apesar de nos consideramos vanguardistas agimos como os que classificamos de retrogados numa negação e ocultação constante do significado do que fazemos, a nós próprios. Realmente é bom ser diferente saber que se pensa em oposto aos que deixam q pensem por eles, mas torna-se um trono que acaba por se extinguir e existir na nossa imaginação fantasiado com o intuito de nos fazermos sentir bem connosco. Hesitamos perante o diferente e negamos o que não é habitual sem percebermos, dizem que é amadurecer. Desistir e baixar os braços, tornar-se "razoável" e esquecer as crenças que fizeram de nós o que nós somos, bem, então amadurecer é perder a identidade e esquecermos-nos de quem somos. Mas os sinais andam ai e para quem os consegue ver são a esperança de que, apesar da pressão exterior para a uniformohomogenização (neologismo?) há movimento. E movimento significa mudança porque os uniformohomogenizados estão parados, pelo menos em termos evolutivos. Pronto o chavão da mudança, tinha que ser! Portanto jovem se tens mais de 5 anos, vives no planeta terra, és bípede e achas que estás desenquadrado do que te rodeia...óptimo, provavelmente tu é que estás bem e os outros estao enganados (o tempo esclarecerte-á), n tentes mudar para ficares bem no plano geral, sê aquele ponto preto irritante nos azulejos de uma cozinha branca e sobretudo não te adaptes, elabora as tuas teorias, exprime as tuas conspirações e joga muita playstation (porque bocadinho de formatação também ás vezes sabe bem).
Tenho dito, porque já é tarde.
Pensamento do dia,
" Never be bullied into silence. Never allow yourself to be made a victim. Accept no one's definition of your life; define yourself."
Harvey Fierstein
Tenho dito, porque já é tarde.
Pensamento do dia,
" Never be bullied into silence. Never allow yourself to be made a victim. Accept no one's definition of your life; define yourself."
Harvey Fierstein
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